IRC coloca o Brasil de volta no mapa do rali mundial

Será a primeira passagem da categoria pela América do Sul – quarto continente a entrar no campeonato

Irlanda, Noruega, Chipre, Portugal, Argentina, Itália, Grécia, Polônia, Finlândia, Austrália, Espanha, Grã-Bretanha, Mônaco, Quênia, Bélgica, Rússia, República Tcheca e Japão. Dezenove países. Alguns recebem apenas um, outros recebem os dois ralis internacionais promovidos com a supervisão da Federação Internacional de Automobilismo, a FIA. E o Brasil não recebia nem um, nem outro. Estava fora dessa lista havia um bom tempo. A espera terminou em 2009. Pela primeira vez na história, o Intercontinental Rally Challenge, o IRC, vai passar por aqui.

A segunda etapa desta temporada está marcada para os dias 6 e 7 de março em Curitiba. Será uma oportunidade histórica para os fãs brasileiros verem de perto alguns dos melhores carros de rali do mundo. Que pelo que se comenta no exterior são a plataforma dos modelos que o irmão mais velho e famoso do campeonato, o World Rally Championship, ou WRC, deve adotar a partir do próximo ano. Apesar da diferença de equipamento e principalmente de idade (o IRC está apenas na quarta temporada), ambos se assemelham pelas dimensões.

São dois ralis mundiais, com o ineditismo do IRC no Brasil como grande atração, já que o WRC já esteve por aqui em competições extra-campeonato e disputas oficiais em 1981 e 1982. Com a introdução do Brasil no calendário, aliás, o IRC ganha força internacionalmente e já alcança quatro continentes, enquanto o WRC passará por três em 2009. Foi considerando a importância da entrada do país no calendário que o ex-piloto Marcos Marcola se juntou neste trabalho ao prefeito Beto Richa e ao organizador do Rally da Graciosa, Anderson Nobre.

O objetivo de incluir o Brasil na programação do IRC foi atingido em dezembro do ano passado. O que deu até um novo nome ao 29º Rally da Graciosa – agora chamado Rally Internacional de Curitiba. A prova terá a presença dos principais pilotos da categoria e equipes oficiais de fábrica. Depois da primeira etapa disputada sob asfalto e neve em pleno inverno europeu, com o Rally de Monte Carlo, em Mônaco, agora os desafios serão a poeira e o cascalho. Numa prova preparada com 13 especiais, divididas em sete trechos diferentes, percorridos em dois dias.

A chegada do IRC a Curitiba complementa uma festa que inclui outra grande categoria do automobilismo mundial. No mesmo fim de semana, a cidade recebe o World Touring Car Championship, ou WTCC. As duas categorias são promovidas pela Eurosport e terão suas estruturas montadas no Autódromo Internacional de Curitiba. A largada promocional do rali será às 15h00 de quinta-feira (5) na rua XV de novembro, no centro da cidade. Os carros partem para as primeiras especiais às 08h00 de sexta-feira (6).

 

OS FAVORITOS PARA O RALLY INTERNACIONAL DE CURITIBA

Kris Meeke (GBR), Peugeot 207 S2000, Peugeot UK

Kris Meeke, de 29 anos, nasceu na Irlanda do Norte. Por pouco não ficou fora da corrida do Brasil. Bateu forte no pilar de uma ponte e capotou cinco vezes numa das especiais do rali que abriu a temporada, em janeiro, em Mônaco. Ele e seu navegador, Paul Nagle, nada sofreram, mas o carro ficou destruído. Como o carro não teria condições de ser reparado para a segunda etapa, no Brasil, pegou emprestado o modelo que ganhou aquela corrida – então pilotado por Sebastien Ogier (que não virá para o Rally Internacional de Curitiba).

Nicolas Vouilloz (FRA), Peugeot 207 S2000, Peugeot Team Belux

Nicolas Vouilloz tem 33 anos. É o atual campeão do IRC, ao lado do navegador Nicolas Klinger. Mas sua história no esporte é muito mais antiga e começou com outra modalidade, o Mountain Bike – onde também compete profissionalmente e tornou-se heptacampeão, entre 1995 e 2002. No rali, ele começou em 2000, disputando o campeonato francês. No ano seguinte, já estava no WRC. Depois de alguns anos sem experimentar o Mountain Bike, ele voltou a competir em 2007 e, atualmente, concilia a atividade com a profissão de piloto do IRC.

Freddy Loix (BEL), Peugeot 207 S2000, Peugeot Team Belux

Atual vice-campeão da categoria. Começou correndo de kart aos 15 anos de idade e possui grande experiência no rali, principalmente em função das nove temporadas completadas no WRC, correndo por Toyota, Mitsubishi, Hyundai e Peugeot. Apesar do longo período naquele campeonato, nunca teve chances reais de brigar pelo título. Apelidado pelos fãs de Fast Freddy, chegou a sofrer um acidente grave em 1999, no Safari Rally. Recuperou-se bem, mas jamais voltou a ter uma chance de vencer como no Rally de San Remo, em 1997, quando chegou a liderar e acabou quebrando.

Giandomenico Basso (ITA), Abarth Fiat Grande Punto S2000, Abarth & C. Spa

Primeiro campeão da história do IRC, em 2006, já com seu navegador atual, Mitia Dotta. É outro piloto com vasta experiência no WRC, embora seus melhores resultados tenham aparecido apenas quando trocou de campeonato. Pelo WRC, teve mais quebras do que sucessos. No ano passado, venceu por duas vezes, no Rally das Asturias e no Rally de San Remo, mas não foi capaz de impedir o título assegurado pela dupla francesa Nicolas Vouilloz e Nicolas Klinger. Acabou o ano em terceiro, atrás também de Freddy Loix e Isidoor Smets. Quer dar o troco em 2009.

Anton Alen (FIN), Abarth Fiat Grande Punto S2000, Abarth & C. Spa

O sobrenome diz muito. Ele é filho de Markku Alen, piloto finlandês que venceu a primeira exibição do WRC no Brasil, em 1979, ainda de forma extra-campeonato. Na época, o pai de Anton Alen era o campeão mundial de rali. Aos 28 anos de idade, o filho vem ao Brasil para tentar repetir a história na estréia do IRC. Vitória para ele não seria necessariamente uma novidade, mas já é uma necessidade. Precisa voltar a ganhar para se colocar na disputa pelo título deste ano. Antes de chegar ao IRC, também teve breve passagem pelo WRC.

Marcos Ligato (ARG), Mitsubishi Evo 10, Tango Rally Team

O argentino de 31 anos é um dos raros sul-americanos que podem incomodar os pilotos europeus. Um pouco por contar com o carro de última geração da Mitsubishi, o Evo 10, que reúne algumas chances de andar no ritmo dos demais. E muito por conhecer bem os trechos de competição do Brasil. Ele chegou a vencer uma edição deste mesmo rali em 2000. Marcos Ligato aposta também na larga experiência internacional. Apesar de jamais ter disputado uma prova do IRC, ele coleciona boas exibições no WRC desde 2001, embora quase sempre de forma esporádica.

Oswaldo Scheer (BRA), Mitsubishi Evo 9, Intercontinental-Motul

Representante brasileiro na principal categoria do IRC, a N4. Sabe que suas chances são limitadas em função do equipamento, mas conta com a experiência no rali nacional para brigar por um bom resultado. Mostrou força na temporada anterior chegando ao vice-campeonato nacional. Resultado que poderia ter sido ainda melhor não fosse a arrancada final de seu adversário na disputa, Édio Füchter. Oswaldo Scheer chegou a penúltima etapa com chances de ser campeão antecipado, mas a sequencia de resultados, incluindo um acidente na etapa final, lhe tirou o título.

CLASSIFICAÇÃO DO CAMPEONATO
INTERCONTINENTAL RALLY CHALLENGE

PILOTOS
1 Sebastien Ogier (FRA) 10 pontos
2 Freddy Loix (BEL) 8 pontos
3 Stephane Sarrazin (FRA) 6 pontos
4 Jan Kopecky (RTC) 5 pontos
5 Giandomenico Basso (ITA) 4 pontos
6 Frederic Romeyer (FRA) 3 pontos
7 Olivier Burri (FRA) 2 pontos
8 Patrick Atrtru (CHP) 1 ponto

MONTADORAS
1 Peugeot 18 pontos
2 Abarth 6 pontos
3 Skoda 5 pontos
4 Mitsubishi 4 pontos

Fonte: Assessoria de Imprensa

Guy Wilks conclui preparativos para etapa do IRC em Curitiba

Piloto britânico andou com seu Skoda Fabia S2000 na Sardenha, na Itália, onde o piso de cascalho é bem semelhante ao que vai encontrar no Brasil.

O piloto Guy Wilks está pronto para enfrentar os favoritos Kris Meeke e Jan Kopecky, atuais campeão e vice da categoria, na segunda etapa do Intercontinental Rally Challenge, o IRC, que será disputada nos dias 4, 5 e 6 de março, em Curitiba (PR).

Recentemente, o britânico fez os preparativos finais para a prova andando cerca de 180 quilômetros na Sardenha, onde o piso de cascalho e as condições climáticas são razoavelmente parecidos com o que ele vai encontrar no Brasil.

“A equipe fez um grande trabalho ao achar um trecho na Europa que é rápido, de aceleração plena e com muitos pedregulhos, algo muito parecido com o que vamos encontrar em Curitiba”, afirmou Guy Wilks.

“Na Sardenha, tivemos sorte de andar sem chuva, embora tenhamos pegado um dia com muito vento e temperatura na casa dos 8ºC. Na etapa do Brasil teremos um clima bem mais quente”, acrescentou o piloto.

Ele tem planejamento totalmente definido para a próxima semana. “No shakedown, vamos nos concentrar em preparar a sintonia fina do carro para as temperaturas mais altas do Brasil, algo diferente que encontramos na Itália”.

Nos testes, foi a primeira vez que o britânico pilotou um carro no cascalho desde que venceu o Rally da Escócia, em 2009. “Os testes foram muito proveitosos. Começamos com um set-up básico para andar no cascalho e, depois, fizemos mudanças para o meu estilo de pilotagem”.

No fim, o resultado foi positivo. “Acho que conseguimos um ajuste que vai tornar o carro muito rápido e competitivo no Brasil”. Pierfrancesco Zanchi, chefe de equipe da Skoda, também ficou satisfeito. “Estamos muito felizes com os resultados que alcançamos”.

O Rally Internacional de Curitiba tem o patrocínio da Peugeot do Brasil.

Daniel Oliveira busca os primeiros pontos no IRC

Em Curitiba, local onde nunca disputou uma prova, piloto brasileiro esperar somar os primeiros pontos no Intercontinental Rally Challenge.

Daniel Oliveira está otimista para a etapa brasileira do Intercontinental Rally Challenge, o IRC, que será disputada nos dias 4, 5 e 6 de março, em Curitiba (PR). Após a 16ª colocação na N4 e a 20ª na geral em Monte Carlo, a primeira prova da temporada, ele espera figurar entre os primeiros colocados no Brasil e somar seus primeiros pontos.

“Vou para Curitiba para ficar entre os primeiros. Quero andar sempre entre os ponteiros e espero ficar nas seis primeiras colocações”, afirmou o baiano. Apesar de estar confiante, Daniel Oliveira sabe que sua missão não será nada fácil. Na etapa de Curitiba do IRC, terá a forte concorrência dos pilotos estrangeiros, como Kris Meeke.

“Os estrangeiros estão muitos fortes e são muito técnicos. E eu nem tenho a vantagem de conhecer onde vamos correr, pois nunca andei em Curitiba. Com isso, eu não posso contar”, revelou. Único brasileiro inscrito regulamente no IRC, Daniel Oliveira fez questão de elogiar os organizadores do Rally Internacional de Curitiba.

“Todos os que ajudaram a realizar a prova de Curitiba estão de parabéns. O rali não tem muito incentivo no Brasil e a disputa de uma etapa do IRC no País vai trazer mais apoio para a categoria. A prova de Curitiba está muito bem feita, está havendo investimento e se continuar assim tem tudo para ficar ainda melhor”.

Campeão brasileiro e vice da Super N confirmam presença na etapa do IRC em Curitiba

As duplas Rafael Túlio e César Valandro e Maurício Neves e Armando Miranda vão andar com um Gol GV, que fará a sua estréia no Intercontinental Rally Challenge, a segunda etapa do campeonato.

As duplas Rafael Túlio e César Valandro e Maurício Neves e Armando Miranda, atuais campeões e vices brasileiros de Super N, respectivamente, confirmaram presença na etapa brasileira do Intercontinental Rally Challenge, o IRC, que será disputada nos dias 4, 5, 6 de março, em Curitiba (PR), e vão andar com um o Volkswagen GOL GV.

A presença das duplas no IRC só foi possível graças a uma parceria da Promacchina Rally e da Marcola Eventos Esportivos, que conseguiram negociar com a montadora alemã a presença dos dois carros. Maurício Neves conta como foi o processo para garantir participação na prova mais importante do chamado rali de velocidade.

“A nossa presença no Rally de Curitiba foi fruto de um trabalho bem elaborado entre a Promacchina Rally e a Marcola Eventos e à vontade da Volkswagen em colocar carros na prova. Eu já tenho um envolvimento com a empresa, pois participei de provas de cross country com carros da marca e tenho disputado o Rally Dakar”.

Para Rafel Túlio, atual campeão brasileiro, a expectativa é de uma prova dura e competitiva. “Vai ser um rali muito disputado do início ao fim, mas nosso carro está bem preparado e vou tentar fazer uma prova segura, para chegar entre os primeiros e começar a defender o título de campeão”.

Para a etapa seguinte do Campeonato Brasileiro de Rally, em Erechim, no Rio Grande do Sul, no dia 2 de maio, mais novidades virão. “Na próxima etapa, vamos correr com mais dois Gols e seremos quatro carros no total. Um deles quem vai dirigir será o Marcola”. O Rally Internacional de Curitiba, é bom lembrar, não vale apenas para o IRC.

A etapa integra também o Campeonato Sul-Americano de Rally, o Campeonato Brasileiro de Rally e a Copa Peugeot. O evento tem o patrocínio da Peugeot do Brasil e apoio da Oi e Yokohama. A promoção é da Marcola Eventos Esportivos, com realização Nobre Arquitetura. A prova começa na quinta-feira (4).

Rally Internacional de Curitiba começa com favoritismo estrangeiro nesta quinta-feira (3)

Por ter disputado a prova no ano passado, as apostas estão no britânico Kris Meeke. Mas até ele reconhece que tudo pode acontecer em Curitiba.

Começa nesta quinta-feira (4) a etapa brasileira do Intercontinental Rally Challenge, o IRC, que será disputada até sábado (6) em Curitiba (PR). O início das atividades está previsto para às 10h00 com o shakedown, a única oportunidade que os pilotos têm para experimentar o carro antes de colocá-lo nos trechos cronometrados, seguido pela largada promocional, marcada para às 14h00 no centro da cidade, na Boca Maldita.

A maior expectativa, é claro, está sobre a dupla campeã da categoria, Kris Meeke e Paul Nagle, os únicos entre os pilotos regularmente inscritos no IRC que já conhecem a prova do Brasil. Não só estiveram aqui no ano passado como venceram a etapa. “O plano é tentar repetir a conquista, mas com certeza não será fácil. A competição estará mais difícil com (Juho) Hanninen, (Jan) Kopecky e Guy (Wilks)”, afirma Kris Meeke.

A primeira disputa entre eles será no Prólogo, que define a ordem de saída dos carros para as especiais, às 15h30. Depois, a competição esquenta para valer, com um total de quinze especiais divididas em dois dias, na sexta-feira (5) e sábado (6). E os pilotos ainda podem ganhar um desafio extra: a previsão é de chuva para toda a programação. Confira a expectativa dos principais inscritos para a prova.

Kris Meeke, campeão do IRC
“Eu tenho uma pequena vantagem por conhecer o terreno, mas não se pode esquecer que os outros pilotos têm qualidade e aprendem muito rápido”.

Jan Kopecky, vice-campeão do IRC
“Assistindo DVDs da prova do ano passado, os trechos parecem muito rápidos e eu gosto de pontos velozes. Acho que isso pode ser bom para mim neste rali”.

Bruno Magalhães, piloto português do IRC
“Estar num país que fala a minha língua não faz diferença nas especiais, mas é um fator de motivação para mim e para a equipe quando conversamos com os fãs”.

Daniel Oliveira, piloto brasileiro do IRC
“Estou muito honrado por ser o primeiro brasileiro regularmente inscrito no IRC. Eu sei que é um grande desafio, mas farei o meu melhor representando o Brasil”.

 

Piloto português prevê dificuldade de adaptação no Rally Internacional de Curitiba

Bruno Magalhães afirma que está há nove meses sem pilotar na terra e que este talvez seja seu maior obstáculo na busca pela vitória no Brasil.

A etapa brasileira do Intercontinental Rally Challenge, o IRC, que começa oficialmente nesta quinta-feira (4), em Curitiba (PR), terá muitos desafios para Bruno Magalhães. Além de ser a primeira vez que vai correr no Brasil, faz nove meses que o piloto não anda de rali com piso de terra. “Faz nove meses que não faço uma prova de rali na terra e estou procurando me readaptar o mais rápido possível, mas posso dizer que vai ser um prazer enorme correr pela primeira vez no Brasil”.

O navegador de Bruno Magalhães, Carlos Magalhães, reforçou o discurso. “Vai ser tudo novo para nós. O que sabemos da prova no Brasil é de informações que procuramos e de algumas coisas que outras pessoas nos falam”. No entanto, a dupla parece ter reunido boas informações. “Sei que é uma prova rápida, com piso de cascalho, que vai ser muito competitiva e disputada”. Segundo o português, o processo mais complicado é o de readaptação ao piso de terra.

Mas eles já trabalharam neste sentido com um teste na França. “Entre a primeira etapa, que foi em Monte Carlo, e a de Curitiba, nós fizemos alguns testes e foi muito proveitoso. Andamos cerca de 250 km e fiquei muito satisfeito. Estou otimista para esta prova. Apesar de tudo, acho que temos boas condições de competir contra os favoritos”, revela Bruno Magalhães, que chegou ao Brasil no último sábado (27). De todos os europeus que disputarão o rali, apenas o britânico Kris Meeke já conhece os trechos da prova de Curitiba.

Kris Meeke vence seis das sete primeiras especiais do Rally Internacional de Curitiba

Piloto britânico segue firme no processo de recuperação depois do abandono na primeira etapa da temporada, em Mônaco.

Kris Meeke esteve praticamente perfeito nesta sexta-feira (5), no primeiro dia do Rally Internacional de Curitiba, prova brasileira do Intercontinental Rally Challenge, o IRC. Das sete especiais disputadas ele ganhou seis. Depois de abandonar a primeira etapa, em Monte Carlo, Mônaco, o piloto britânico, atual campeão da categoria e vencedor da edição passada do rali, começou a mostrar força logo pela manhã, ao vencer as quatro especiais.

No entanto, não foi fácil conseguir a façanha. “O maior problema que enfrentei foi com diferença de piso. Em alguns momentos eu encontrava pontos secos e em outros, molhados. Isso acabou com a vantagem que eu tinha de conhecer a etapa da prova do ano passado”, afirmou Kris Meeke. Tudo em função das mudanças climáticas: da chuva forte da véspera para o dia ensolarado nas proximidades de Curitiba (PR).

Kris Meeke foi beneficiado por um problema que Juho Hanninen teve ainda no primeiro trecho, o de Campo Magro. Atual vice-líder do campeonato e primeiro a largar, o piloto finlandês tinha tudo para estar mais próximo dos principais adversários, mas um pneu furado fez com que ele terminasse o período da manhã apenas em quinto lugar. À tarde, esboçou recuperação com o melhor tempo da quinta especial – antepenúltima do dia.

Mas o britânico retomou o controle da situação e venceu as duas seguintes. No final do dia, Kris Meeke terminou com o primeiro lugar, com uma razoável vantagem de 32s7 sobre o segundo colocado, Guy Wilks. Juho Hanninen melhorou um pouco, subindo para quarto após a sétima e última especial, a de Ouro Fino. Daniel Oliveira fechou o dia como o melhor brasileiro, em sexto lugar.

Eduardo Scheer, campeão brasileiro em 2008 na categoria N2 Light e em 2009 na A6, filho de Oswaldo Scheer, atual campeão brasileiro da N4, também merece destaque. Com seu Mitsubishi Lancer Evo 9, ele foi o sétimo colocado no geral, andando perto dos favoritos que correm com os poderosos S2000. Neste sábado sera realizada a segunda e última parte da etapa brasileira do IRC, com dois trechos muitos especiais.

Integram a programação as especiais Rio Pesqueiro, que é mais bonita do trajeto, e Bocaiúva, a mais longa e desafiadora do dia de encerramento. A competição termina com a disputa do Super Prime, a grande novidade do rali. A especial em circuito fechado será a 15ª e última do Rally Internacional de Curitiba. Os pilotos precisam se desdobrar para tentar neste sábado (6) impedir o que aconteceu em 2009: vitória esmagadora de Kris Meeke.

O RESULTADO PARCIAL DO RALLY DE CURITIBA
1) Kris Meeke e Paul Nagle
Peugeot 207 S2000 N/4
49min17s2

2) Guy Wilks e Philip Pugh
Škoda Fabia S2000 N/4
+ 32s7

3) Jan Kopecký e Petr Starý
Škoda Fabia S2000 N/4
+ 1min10s00

4) Juho Hänninen e Mikko Markkula
Škoda Fabia S2000 N/4
+ 1min42s7

5)Bruno Magalhães e Carlos Magalhães
Peugeot 207 S2000 N/4
+ 2min7s9

6)Daniel Rolim Oliveira e Denis Giraudet
Peugeot 207 S2000 N/4
+ 5min58s7

7) Eduardo Scheer e Geferson Pavinatto
Mitsubishi Lancer Evo IX N/4
+ 7min16s10

8) Eduardo Peredo e Claudio Bustos
Mitsubishi Lancer Evo IX N/4
+ 7min19s5

9) Roberto Theodoro e Nano Waschemburger
Peugeot 207 A/6
+ 8min53s30

10) Marcos Tokarski e Laércio Reginatto
Peugeot 207 A/6
+ 9min16s0

Kris Meeke vence o Rally Internacional de Curitiba pela segunda vez

com a vitória no Brasil, o piloto britânico se recupera da quebra em Mônaco e entra na briga pelo bicampeonato do IRC.

Repetindo a façanha do ano passado, Kris Meeke e seu navegador, Paul Nagle, venceram neste sábado o Rally Internacional de Curitiba, prova brasileira do Intercontinental Rally Challenge, o IRC, seguido por Guy Wilks e Juho Hanninen, que teve problemas no primeiro dia de provas. Com o resultado, Meeke se tornou o piloto com mais vitórias na história da categoria, criada em 2007, com cinco primeiro lugares.

Das 12 etapas disputas (eram 15, mas as fortes chuvas que castigaram a capital paranaense fizeram a organização cancelar duas especiais e o Super Prime), o piloto britânico venceu seis, mesmo número de vitórias do finlandês Hanninen, mas sagrou-se campeão por ter conseguido resultados no geral melhores do que os seus concorrentes.

“O resultado desta etapa esteve perto de ser perfeito para nós e ele só foi possível por causa da experiência que tínhamos aqui por ter disputado a prova do ano passado no Brasil. Além disso, meu navegador, o Paul, foi brilhante, não cometeu erros e isso foi fundamental para a nossa vitória. Sabemos que não foi um final de semana fácil, mas soubemos nos manter na liderança e administrar a vantagem que construímos no primeiro dia”, disse Meeke.

Apesar disso, na classificação geral Hanninen permanece na liderança, com 14 pontos. A segunda posição é de Guy Wilks, com 11, e Kris Meeke, que não conseguiu terminar a primeira etapa do campeonato, em Monte Carlo, Mônaco, e Mikko Hirvonen estão em terceiro, com 10.

“De uma forma geral, eu até que fiquei satisfeito com o meu desempenho em Curitiba, pois com o resultado me mantive na liderança do campeonato. E isso só foi possível porque, após o primeiro dia ruim que tivemos, nos esforçamos ao máximo para conseguir os bons resultados deste sábado”, comentou Hanninen.

Na perna deste sábado, Hanninen teve um dia perfeito. Venceu as cinco etapas, melhorou classificação no geral, mas já era tarde para reagir e alcançar Kris Meeke.

Guy Wilks comemorou o segundo lugar na etapa brasileira e lembrou que ele vale muito se levar em conta que ele estava meio enferrujado para andar em piso de cascalho. “Eu não disputava um rali em piso de cascalho desde 2007, após uma prova na Finlândia, e por isso acho que conquistei um bom resultado, já que precisei me adaptar durante as especiais. E de uma forma geral, o que acabou fazendo a diferença de nós para o Meeke foi a experiência que ele tem em Curitiba, pois correu aqui ano passado. Dirigir bem conta muito, mas conhecer um trajeto e ter experiência em uma prova é muito importante.”

Apesar do sucesso, o segundo dia de provas só não foi melhor porque foi prejudicado pela forte chuva que caiu na madrugada deste sábado em Curitiba. Por causa do temporal, as duas etapas que seriam disputadas em Rio Pesqueiro foram canceladas, já que o trajeto tinha pontos de alagamento. O Super Prime, que marcaria o encerramento da competição, também perdeu efeito para pontuação e tomada de tempo. Os pilotos passaram no circuito fechado apenas para dar um espetáculo para o público e demonstrar perícia.

Para Marcos Marcola, promotor do evento, o Rally Internacional de Curitiba, prova brasileira do Intercontinental Rally Challenge, foi um sucesso. “Eu considero novamente uma prova de sucesso e posso dizer que terminamos o evento só recebendo elogios. Quando você está por trás da organização, os dias são intensos, mas superamos as dificuldades e não deixamos isso transparecer para os pilotos, públicos e equipe. O resultado final muito bom e demos mais um passo rumo a um sucesso ainda maior e ao crescimento do rali no Brasil”, afirmou Marcola.

O organizador ainda afirmou que mais novidades virão. “Tivemos dois anos do IRC em Curitiba, foi muito bom e estamos negociando para renovar. A decisão deve sair nos próximo mês.”